Esclarecer os motivos:
- Administrar 2 Tumblr é complicado. / Não tenho tempo de alternar de um pra outro. / fica meio desorganizado. / o outro eu logo mais, já que é o meu pessoal. / pelos meus followers lá ( amigos. ) eu teria um numero maior ainda de leitores. Pois meu lema é “Todo mundo merece mais Harry Potter”.
E é isso, novamente, muito obrigado!
Um banquete de boas vindas fora dado aos alunos, complexo e cheio de delicias como sempre. Quando terminado, foram convidados a se retirarem aos seus aposentos e dormitórios pelo diretor Longbottom. Aos poucos a noite passava fria e silenciosa pelas terras de Hogwarts. Os diretores das casas davam uma pequena boas vindas aos alunos e em seguida se recolhiam as suas salas quando o tardar chegava. Os monitores terminavam de dar uma ultima ronda por onde cobria os Salões Comunais de suas casas, Senford Strong, o zelador, ajudava com as demais áreas do castelo. Não demorou muito até estarem todos em suas camas.
Albus, Scorpius e Rose estavam acordados, foram para seus dormitórios apenas fingir dormir para não levantarem suspeitas. Ainda trajando pijamas, os rapazes pegaram cada um suas relíquias e desceram escada a baixo ao Salão Comunal, onde havia uma Rose visivelmente preocupada que aguardava impaciente.
_ Trouxeram tudo? – perguntou ela, olhando em volta enquanto seu pé batia ao chão nervoso e continuadamente.
_ Obviamente – respondeu Albus tranqüilo – relaxa Rose, o que houve? – falou ele em sussurro.
_ Por Merlim, só eu estou preocupada com as regras?
_ aham – disseram Albus e Scorpius sérios, em uníssono.
Pela primeira vez Albus retirava a Capa da Invisibilidade de seu baú, ele fez um gesto convocando os amigos para mais próximo. A Capa estava como sempre, um tecido muito curioso, parecia ser feito com tiras da mais cristalina água, era longa o suficiente para cobrir os três até para arrastar ao chão, se reparassem bem ela tinha um grande símbolo das Relíquias da Morte, assim como todas as outras. Eles caminhavam meio desajeitados ao buraco que abrigava a única entrada e saída da torre. Ignorando os múrmuros duvidosos do quadro, eles seguiram determinados pelo corredor atravessando muitas salas e escritórios. Realmente estavam imperceptíveis por olhos nus. Viram os vultos agourentos dos fantasmas (no que resultou em um sibilo de medo dado por Scorpius, rapidamente calado por Albus) e Pirraça montando uma armadilha matinal aos estudantes e funcionários.
Passaram pelo hall de entrada e contornaram a escada de mármore rumo ao pátio, andaram mais um curto intervalo de tempo e ali estavam, defronte para a Torre do Relógio, alta e quadricular, formada por pedras antigas e aparentemente resistentes, por dentro abrigando uma única escada suspensa pelas paredes que davam direto a sala do sino do bronze. De frente para a porta eles deram olharam por cima do ombro para assegurar de que estariam sozinhos, nada viram além da bela fonte com suas costumeiras estátuas de pássaros que dormiam suavemente, em volta suas colunas e paredes em ruínas estavam em absoluto silêncio, assim como os caminhos que davam em direção à parte coberta, ao Corujal, a ponte, ao Campo de Quadribol e a cabana do Tio Hagrid. Estava tudo quieto sob a luz da lua que brilhava intensamente aquela noite.
_ Alohomora – sussurrou Rose a fechadura que se destrancou com um clique.
Eles empurraram a porta e entraram. Despiram a Capa e Albus a passou para Rose. Scorpius tateou o Cristal por cima do bolso enquanto Rose certificava-se de trancar a porta. Albus ainda em silêncio fez gestos para subirem escada à cima. Subiram quietos e cautelosos, chegando ao patamar Albus falou:
_ Aqui estamos! Nossa primeira aventura!
Scorpius abriu um sorriso empolgado enquanto Rose suspirou preocupada.
_ Abaffiato!- ordenou Rose a varinha em um gesto gracioso.
_ Que isso filha? – indagou Albus, encarando-a.
_ Ah, é um feitiço que evita nos escutarem por fora, porém não é tão forte comigo, portanto procurem ainda falar baixo.
_ Sempre pensando na segurança – admirou Scorpius, vendo Rose reagir sem graça.
_ Ainda sim infligimos… Uma dúzia de regras da escola!
_ Vamos começar – disse Albus ignorando o comentário da prima – passe o Cristal, Scorpius.
_ Você fará isso? – perguntou o Malfoy.
_ Não quero que ninguém se machuque.
_ Certeza All?
_ Certeza! – confirmou o Potter já se dirigindo a Scorpius e pegando o Cristal pela corrente e colocando-o no pescoço.
_ Scorpius, Rose, sejam meu suporte, certo?
Eles assentiram, Rose soltou novamente um suspiro e junto de Albus e Scorpius empunharam as varinhas. Albus pegou a invocação de Scorpius e com auxilio do feitiço de levitação a faz pairar no ar. Com um voto positivo de todos, Albus começou a ler a invocação claramente ao Cristal, mesmo nervoso e apreensivo não deixou nada interferir naquele momento, enquanto falava o Cristal vibrava em seu peito, a pedra levitou e se desprendeu da corrente que o abrigava, passou a emitir uma luz arroxeada junto de um nevoeiro negro a sua volta, na qual fez sua natureza desconhecida se sobressair.
O nevoeiro fora se moldando de forma que parecia abrigar algo em seu interior, e certamente estava. Uma figura curiosa se rebatia lentamente enquanto tomava forma. Por fim estava completo. O coração de Albus estava batendo como se fosse sair através do peito. Scorpius estava de olhos arregalados e sobrancelhas erguidas. Rose segurava a varinha tremula, na outra, apertava firmemente um pequeno globo dourado junto de uma ampulheta, levara seu Vira Tempo caso fosse necessário.
Aquilo que fora um nevoeiro se tornara um manto longo e negro que se arrastava pelo chão, cobrindo um homem. Era alto e magro, cabelos prateados que saiam de um capuz pontudo no qual cobria o rosto com um maxilar saliente e um queixo pontudo com pele consideravelmente branca. Era a Morte em pessoa. Um silêncio tomou conta do local até por ouvirem dizer:
_ Ora, ora, ora… – recitou uma voz masculina e grave por baixo do capuz que ressoou pelo cômodo inteiro – mais uma vez convocado por… bruxos, estou certo?
_ Ahm, sim – respondeu Albus um tanto nervoso.
A Morte virou-se instantaneamente para Albus, seu sorriso estampado no rosto esticava algumas cicatrizes.
_ Crianças ainda por cima. E quem encontrou a relíquia?
_ Bom… – hesitou Albus.
_ Fui eu! – exclamou Scorpius, agora sendo encarado pela Morte, seja de que forma era, ele parecia enxergar através daquele capuz obscuro.
_ Hmm… – sibilou ele, fitava Scorpius até avistar Rose, que segurava a Capa da Invisibilidade de Albus – esta seria minha Capa da Invisibilidade que concedi a Peverell?
_ Sim – assentiu Albus – a própria! Atualmente passada em gerações na minha família, os Potter.
_ Naturalmente – concordou a Morte – e as outras? – perguntou ainda mirando a Capa.
_ Sabemos apenas o paradeiro desta Relíquia – novamente respondeu Albus, já mais confiante.
_ Entendo – disse lentamente – o Cristal de Invocação seria a quarta relíquia deixada por mim aos seres-vivos, como sempre, admiro os bruxos que me trazem a esse mundo, facilmente eu diria, mesmo que sejam em séculos os intervalos, talvez milênios.
Novamente eles confirmaram com as cabeças, quase que ao mesmo tempo.
_ Pois bem, reconheço um bom feito quando vejo um! Nomes, quero nomes – ordenou.
_ Sou Albus Severus Potter.
_ Scorpius Hyperion Malfoy.
_ Rose Granger Weasley.
_ Sim, sim – disse a Morte – Potter, atual dono da Capa da Invisibilidade, Malfoy dono do Cristal de Invocação e a Weasley sem nada – cogitou a Morte mais para si mesmo – Odeio injustiça e desvantagem, veremos isso mais tarde, bom, o que pretendem fazer com o Cristal? – indagou interessado.
_ Primeiramente – disse Rose – gostaríamos de saber como esta relíquia não é conhecida como as outras.
_ Hm – pensou a Morte e sem rodeios começou a dizer: - um homem trouxa, certo? Como vocês dizem… Ele me invocou de forma traiçoeira e hostil. Apresentei-me a ele educadamente. Claro, modos sempre. Ele simplesmente se maravilhou com a idéia de ter o imperador dos mortos ao seu auxilio, e por me trazer ao mundo dos vivos se achou superior a mim – desdenhou a Morte.
“Para compensá-lo por aquilo eu criei o Cristal, no qual me convocaria quando bem quisesse, acabou que ele morreu dias depois… Ou foi morto? Ou fui eu que o matei?” pensou ele em pose, o coração de Scorpius palpitou fortemente “Enfim, o caso é: vamos aos negócios”
_ Negociar? – repetiu Albus.
_ Sim, claro, o que querem em troca do Cristal? Fama? Ouro? – ele sorriu ironicamente – a vida eterna?
_ Albus – chamou Scorpius, confirmando com a cabeça.
_ Queremos de volta e em perfeitas condições, com a idade atual ao ano presente, algumas pessoas que habitam o seu mundo! – exclamou o Potter firme e desafiador.
_ Que? – disse a Morte estupefaço – do meu mundo? Isto é um insulto!
_ Sim, sim – falou Rose, tão cheia de confiança quanto os dois – como Albus disse: em perfeitas condições, sabemos do seu truquezinho com um dos Peverell e a Pedra da Ressurreição.
_ Foi boa, vamos, admitam! – respondeu a Morte, sarcástico – mas certo, nada mais justo, até porque não serei incomodado novamente.
_ Então, como vai ser? – indagou Albus
_ Vejamos, um pequeno desafio para deixar as coisas mais animadas, aceitam?
Demoraram um pouco, trocaram olhares e por fim disseram em coro:
_ Aceitamos!
A Morte sorriu contemplando a animação e logo foi ao seu jogo:
_ Vocês terão de reunir as três Relíquias da Morte e trazê-las a mim.
_ Quê? – disseram em como.
_ Não só isso! As quero intactas.
_ Intactas? – repetiu Rose, a Morte assentiu.
_ Vocês farão o seguinte – começou ela - Reunirão as três Relíquias deixadas por mim no mundo dos vivos e me devolverão intactas, em troco devolverei as pessoas que estão em meu mundo.
“Nisso, terão de me fazer uma lista, não uma simples, nela quero que coloquem o nome das pessoas que querem de volta, mortos em um tempo máximo de… hmm vejamos, cem anos estão bons?”
“A lista terá de ser feita em um pergaminho, não qualquer, tem de provir de algo puro, no caso da pele de um capricórnio. Terão de escrever com uma pena da cauda de uma fênix. Sua escrita terá de ser feita com sangue de unicórnio, outra coisa muito pura e vívida neste mundo. Levem o tempo que for, mas façam!”
_ Isto é tecnicamente impossível! – exclamou Rose incrédula na qual estivera escrevendo tudo rapidamente em um pergaminho a parte que trouxera.
_ Querem ou não? – indagou a Morte sarcasticamente.
_ Sim, sim, aceitamos! – disse Albus seguro de sua palavra.
_ Que assim – disse a Morte lentamente – seja feito! – terminou em um sorriso largo e satisfatório – ergam os braços.
Eles fizeram sem pensar, ergueram os braços esquerdos ao alto. A Morte lentamente deslizara de um ao outros cobrindo seus pulsos com sua mão grande e fria, deixando nelas uma pequena e quase imperceptível marca, que nada mais era que o habitual símbolo das Relíquias da Morte.
_ Porque isso? – perguntou Scorpius, incomodado.
_ Vocês estão assinando um contrato com o Soberano dos Mortos. Sua desistência ou traição os farão pagar de alguma forma – respondeu.
_ E qual seria? – perguntou Rose.
_ A morte – recitou ela suavemente com um sorriso largo e triunfante.
Os três ficaram preocupados ainda sim procuraram não demonstrar, seguiriam em frente sem olhar para trás.
_ Pois bem, vocês têm um contrato comigo, lembre-se disso – ela estalou os dedos e as marcas brilharam escarlate em seus pulsos.
“Só me invoquem novamente quando tudo pronto, desejo sorte em seu feito e lembrem-se: a vida de vocês além de estarem em jogo” sorriu ao com extremo prazer “agora me pertencem.”
Com uma gargalhada ressoante ela desaparecia no mesmo nevoeiro no qual surgiu, aos poucos foi sendo sugado em um ponto no qual mais tarde se tornou o Cristal que partira direto à corrente prateada e retornara ao pescoço de Albus na mesma forma habitual: escuro, frio, agourento e sem vida. Rose aos poucos se largava ao chão, apoiando-se na parede, Scorpius foi a sua direção e a sentou-se ao seu lado, logo sentindo a cabeça de Rose apoiar-se em seu ombro. Albus ainda estava parado no mesmo lugar, imóvel, até finalmente retirar o Cristal em pendulo de seu pescoço e recolher por dentro do pijama.
_ Eu fico responsável por ele, todos de acordo?
Scorpius confirmou por ele e Rose.
Entendendo a situação, o trio organizou suas coisas e novamente refaziam seu caminho, desta vez ao dormitório, no maior e absoluto silêncio e cautela. Ao auxilio da Capa da Invisibilidade voltavam ao Salão Comunal da Grifinória em segurança. Albus e Scorpius despediram-se de Rose, que demonstrava estar tensa e cansada, e rumaram para os dormitórios masculinos e femininos. Cuidadosamente os rapazes adentraram em seu quarto para não acordar Snitch e Marcus, seus colegas de casa e quarto. Albus guardou a Capa junto do Cristal ao fundo de seu baú, logo fechando com um leve solavanco. De lá partia direto a sua cama, deitou-se pesadamente e muito cansado virou-se para Scorpius e disse:
_ Pois é, temos uma missão para cumprir.
Scorpius concordou já deitado em sua cama.
_ E não vai ser fácil, por ora, vamos dormir e tentar descansar. Boa noite, All.
_ Você está certo – afirmou Albus – Boa noite, Scorpius.
“Não só uma missão” pensou Albus “A nossa primeira de muitas aventuras, tenho certeza!”
Demorou pouco tempo até pegarem no sono, pois dali tinha pouco tempo a despertarem para mais um dia de aula. Por fim o novo trio conseguia sua primeira missão, algo importante, algo perigoso, algo grande e cheio de valor. Esta noite eles invocaram a Morte, aquela temida por todos no mundo, com coragem e determinação selaram um contrato onde o fracasso seria pago com suas vidas e o triunfo lhes traria de volta do submundo aqueles que um dia perderam.

Scorpius x All x Rose || By: Tsu //
(Source: bloody-h-e-l-l)
Enfim as férias haviam acabado, estavam em um dia nublado e claro, a neve que caíra aquela semana já estava se desfazendo conforme os dias foram passando. Albus, junto de toda sua família, passou o inverno inteiro aproveitando os tempos de neve e os dias sem escola. Rose se divertia quando lhe restava tempo, férias, segundo ela, era para por em prática e estudar o que havia aprendido. Já Scorpius passou o resto de suas férias estudando sobre A Morte e as Relíquias, tanto é que quando partira de casa sabia sobre o assunto tanto quando Lucius, seu avô, que se divertira a passar seu conhecimento ao neto, nem tudo em sua mente fora trocado por Draco, até porque, levantaria muitas suspeitas de ter alterado a mente de todos em sua família.
Albus lamentava estar voltando à escola, por mais que gostasse de Hogwarts, os dias com os Weasley e o resto de sua família e amigos foram realmente divertidos, tanto é que ele aprontava seu malão de ultima hora rapidamente para aproveitar mais alguns dos seus últimos minutos de férias. Lily Luna cuidava da coruja dos irmãos enquanto se distraiam com as férias. A de Albus, Canus, estava como o dono, aproveitando o máximo as férias e seu final junto de suas companheiras, Shadow, de James Sirius e Snow de Lily.
Estava tudo uma correria, Harry e Hermione separavam novamente um dia no ministério para levar os filhos e Teddy Lupin (seu afilhado) de volta a Plataforma 9 ¾ enquanto Rony cobria o cargo do melhor amigo e Gina cuidava das crianças.
Eles saíram junto de seus filhos a Kings Cross, que estava demasiada cheia pelos bruxos que acompanhavam os filhos para a volta de Hogwarts. Atravessaram a barreira e puderam ver que estava ainda mais congestionada daquele lado, havia muita gente fora do trem, dando esperanças a Albus de encontrarem uma cabine disponível a todos eles.
James Sirius e Teddy se despediram e partiram ao encontro de Fred II e Dominique, achando-os, cumprimentaram seu tio Fred e Fleur, que acompanhava Victoire, na qual foi recebida por um caloroso beijo de seu namorado, causando alguns múrmuros e cochichos de algumas garotas próximas; era um casal muito falado em Hogwarts, que além de estarem em seu ultimo ano em Hogwarts, ambos se formando pela Lufa-Lufa, estavam em um sério namoro há anos, e não chegou a demorar muito a eles adentrarem no Expresso Hogwarts em grupo.
Ainda muito cedo para a partida do trem, Scorpius chegara à estação na companhia de seu pai, Draco Malfoy, assim que avistara Albus e os outros ele corria com seu carrinho em direção aos amigos com Draco o seguindo meio confuso. Albus e Rose deram alguns passos e abraçaram Scorpius assim que o mesmo se aproximara, era habitual aquele abraço em trio.
_ Como você fez falta viu! – disse Rose com um grande sorriso em seu rosto.
_ Precisamos de jogadores para o Quadribol várias vezes – falou Albus, dando um leve soco no ombro do amigo.
_ Ah, que pena não estar lá… – ele se aproximou dos dois e disse em sussurro: - vocês não sabem o que é passar férias na mansão da minha família, já falei várias vezes.
Albus e Rose forçaram um sorriso, eles tinham uma quase idéia de como seria, ele já explicara várias e várias de suas experiências tediosas no casarão. Harry e Hermione se aproximavam deles e logo cumprimentaram Scorpius:
_ Boas férias, Malfoy? – perguntou Harry educadamente, com aquele sorriso e olhar muito semelhante ao de Dumbledore.
_ Suponho que não tão boas quanto à de vocês… – disse ele, meio que em lamento, também forçando um sorriso.
_ Compreendo – falou Harry, acompanhando o sorriso vacilante do jovem Malfoy – hm, veio com quem?
_ Ah sim, meu pai! Ele… Ele estava logo atrás de mim… Ah, vejam! – apontou ele – papai! – chamou Scorpius, fazendo gestos para o pai.
Draco que estava apoiado no carrinho do filho apenas respondeu em aceno, não contente, o jovem Malfoy foi à busca de seu pai e o arrastou ao encontro dos amigos.
_ S-Scorpius!… Ah, olá, Potter, Granger…
_ Com quem está falando? Hm veja Albus, ele disse olá a você – falou Harry, se agachando e dizendo ao filho. Haviam mais Potter por ali, vai saber com quem ele estaria falando, e se ele perdoara Draco, porque não ser chamado pelo primeiro nome?
_Certo, entendi, entendi… É meio estranho chamar você pelo primeiro nome, mas ok, olá Harry, olá Hermione… E desculpe-me, não fomos apresentados devidamente – Draco estendeu a mão a Albus – sou Draco Malfoy, meu filho falou muito bem de você.
_ Prazer, sou Albus Severus – disse o jovem Potter, apertando a mão de Draco firmemente, na qual logo passara a direção de Rose.
_ Sou Rose, prazer em conhecê-lo! – cumprimentou ela.
Draco os olhou por um tempo e logo disse lentamente:
_ Certamente herdaram alguns traços de vocês…
_ Seu filho também lembra muito você – disse Hermione.
_ O físico, claro – interpôs Harry, logo vendo Draco corar.
_ Ah, sobre aquelas coisas de antigamente, gostaria de me desculpar – ele encarava Harry e Hermione serenamente aos olhares curiosos dos filhos – juro que fazia tudo aquilo por influência da minha família – ele hesitou mais ainda e abaixara o tom de sua voz – p-por inveja…
_ Desculpe, inveja? – repetiu Harry,
_ Sim, inveja, Potter.
_ Veja Albus, novamente está falando com você – disse Harry ao filho.
_ Não, quero dizer: sim, inveja, H-Harry…
_ Bem melhor assim, esquecemos as formalidades por ora, você dizia?…
_ Bom, quis ser seu amigo no primeiro ano, mas o Weasley conquistara sua amizade e confiança primeiro, quando fizeram as pazes com Hermione, me senti destruído… Rony era seu melhor amigo e Hermione a mais esplêndida bruxa de todo o primeiro ano – Hermione ajeitou os cabelos atrás da orelha timidamente olhando para os lados – e eu… Tinha Crabbe, Goyle, Pansy e Blásio, que nos dias atuais me desprezam por ter ajudo você ao invés de Voldemort, é isso!
Houve uma pausa dramática, Hermione segurava Rose pelos ombros, ainda muito corada, Scorpius olhava Albus que sacudia os ombros sem entender aquilo, já Harry encarava Draco, saboreando a vitória e degustando as desculpas do Malfoy, que estava mais vermelho que sua amiga Hermione.
_ Bem Draco, como eu disse uns dias atrás, “águas passadas”, estamos kits por isso, eu não conseguiria vê-lo morto na Sala Precisa, você me ajudou concedendo-me sua varinha mais tarde e etc…
Harry estendeu a mão para Draco, ele levantou a cabeça lentamente, muito mais leve com aquele desabafo, enfim eles tocaram as mãos firmemente e pelo que parecia, assim começava-se uma nova amizade que fora rompida pelo o orgulho e arrogância do Malfoy em seu primeiro ano, que, aliás, não há mais.
_ Então, seremos amigos? – indagou Draco, esperançoso, olhando de Harry e Hermione ansiosamente.
_ Acho que sim, certo Harry? – falou Hermione, sorrindo.
_ Tudo em seu tempo – respondeu.
_ Vou fazer o possível para mudar e conquistar a amizade daqueles que perdi a chance de ter uma ótima relação, claro, preferia começar por vocês!
_ Certo então – respondeu Harry gentilmente ao rapaz – por ora, quero que vocês entrem no trem, achem uma boa cabine e tenham um ótimo retorno!
Albus, Rose e Scorpius despediram-se de seus pais e tios, arrastaram suas malas adentro do Expresso Hogwarts, procuraram por algum tempo uma cabine vazia, quando acharam, Albus e Scorpius guardaram as coisas no bagageiro enquanto Rose se dispusera a fechar e certificar que estavam sozinhos, deram um ultimo adeus aos seus pais pela janela enquanto Albus colocava a gaiola de Canus próxima a janela, distraindo sua coruja com petiscos.
_ Ah sim – falou ele – uma coruja me trouxe sua resposta quase de madrugada, fiquei curioso, gostaria de nos contar algo?
_ Muito bem lembrado! – falou Scorpius indo em direção ao malão e abrindo-o, e afastando algumas roupas a procura de algo, perto de algumas meias ele tirava um pequeno embrulhe.
_ O q-que é isso? – indagou Rose, ainda com as orelhas avermelhadas por ter visto algo similar a uma cueca.
_ Dê uma olhada – Scorpius tirava aquele pergaminho que continha a invocação e passava a Weasley – NÃO LEIA EM VOZ ALTA! – alertou ele – apenas leia em pensamento!
Lentamente Scorpius puxava pela corrente o Cristal de invocação enquanto via a expressão de curiosidade de Albus e Rose.
_ O que viria ser isso, Scorpius? – perguntou Albus, com demasiada curiosidade.
_ Não toque nisso Albus! – disse Rose em voz alta – Scorpius… Se isso que está dizendo aqui for verdade… Isso é devidamente perigoso!
_ Fale baixo! – pediu o Malfoy – é seguro tocar, o problema está em você recitar a invocação junto, entende?
_ Ah, desculpe…
_ Deixe-me ver – Albus se inclinava e segurava o Cristal na ponta dos dedos, admirando sua natureza desconhecida.
Rose passou o pergaminho a Albus, que claro, nada entendeu, estava em latim, mas Scorpius o leu traduzindo para o amigo (sem estar segurando nada), logo, novamente admirando aquela expressão de surpresa do rapaz.
_ Isso… Isso é incrível! – exclamou Albus.
_ Isso é perigoso! – Lembrou Rose – o que você pretende fazer com isso, Scorpius?
_ Não é obvio? – falou Albus – Vamos invocar a tal Morte!
_ QUÊ?! – berrou Rose, indignada, aos pedidos de silêncio de Albus e Scorpius, “Shhhhh!” fizeram os dois – digo “quê?”
Scorpius contou a Rose sobre a história sobre “O Conto dos Três Irmãos”, que de fato ela já soubera e logo em seguida ele detalhava sua idéia aos dois.
_ “Invocar a Morte e pedir algo em troca”? – repetiu Rose, incrédula – você, você está louco?! Vamos, Albus diga algo!
_ É brilhante, Malfoy – falou Albus formalmente.
_ Devidamente, Potter – respondeu Scorpius seguindo o clima formal.
Rose bufou nervosa e cruzou os braços.
_ Escute Rose – disse Albus – poderíamos ver a oferta que a Morte nos daria, pelo o que o avô do Scorpius disse, temos toda a chance de conseguir algo de extremo valor. Já que ela odeia ser contrariada, oferecemos a destruição do Cristal logo em seguida, sendo assim, ela jamais seria incomodada!
_ Mas… – vacilou Rose aos olhares suplicantes de Albus e Scorpius – está bem, está bem! Veremos no que isso vai dar…
_ Isso aí Weasley! – exclamou Albus, animado – eai, quando e onde vai ser?
_ Ahm, nessa parte eu não pensei – disse Scorpius, devolvendo o Cristal à embalagem – alguma idéia Rose?
Ela mirou o chão, pensativa e logo disse.
_ Torre do relógio, acho que seria um ótimo lugar…
_ Perfeito! – exclamou Scorpius – como iremos lá? Digo, até sairmos do Salão Comunal já teríamos sido vistos por alguém…
_ Senford! – exclamaram os três em uníssono.
_ Não, não, mas isso eu já sei como! – falou Albus em triunfo – iremos com a minha relíquia!
_ Ahm? – disseram Rose e Scorpius.
_ A Capa da Invisibilidade do meu pai! – disse ele firme.
_Você é portador da Capa da Invisibilidade? – perguntou Scorpius realmente surpreso – c-como isso?!
_ Longa história, chegando a Hogwarts eu explico, por ora vamos resolver o resto da nossa ida a Torre do Relógio!
_ Certo! – novamente falaram Rose e Scorpius, em palavra final.
(Source: bloody-h-e-l-l)
